Ligação a Lisboa
ab26
Aeroporto de Macau planeia rota Macau-Lisboa com escala em Hangzhou
Uma rota Macau-Lisboa, via Hangzhou e com serviço de bagagem despachada até ao destino final, está em planeamento da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, que está a estudar com a Beijing Capital Airlines para a operação desta ligação. A empresa revelou também que o transporte de mercadorias de Macau para a Europa representou um terço do volume total de carga do aeroporto local no ano passado.
A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) adiantou estar em negociações com a Beijing Capital Airlines para lançar voos entre Macau e Lisboa, com escala em Hangzhou, no interior da China, com registo das malas directo até ao destino final.
A negociação tem como objectivo “promover voos da Beijing Capital Airlines entre Hangzhou e Macau, utilizando Hangzhou como ponto de escala para voos directos para Lisboa”, explicou Edman Lee, director adjunto do Departamento de Marketing da CAM ao Canal Macau em língua chinesa.
Recorde-se que a Beijing Capital Airlines opera já uma ligação directa entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, sendo actualmente a única rota aérea directa entre Portugal e a China. Essa ligação tem agora uma frequência de dois voos semanais e a rota tem uma duração aproximada de 13 horas.
O plano actual entre a CAM e a Beijing Capital Airlines é permitir que os passageiros do território possam apanhar voos Macau-Hangzhou com a mesma companhia aérea chinesa e fazer a viagem directa de Hangzhou para Lisboa, sem passar o controlo de migração em Hangzhou e recolher a bagagem só na capital portuguesa.
A CAM indicou que será também possível fazer escala em Pequim para chegar a Lisboa, com a ligação entre as duas cidades a ser lançada em breve.
Recorde-se que a Beijing Capital Airlines já anunciou que vai lançar, durante o Verão, uma ligação aérea directa entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de Junho e duração de cerca de três meses. O voo terá uma frequência semanal que parte de Lisboa à segunda-feira.
Além disso, a CAM pretende ainda utilizar cidades da China continental, como Pequim, Chengdu e Chongqing, como pontos de escala com tempo de espera em menos de três horas, para lançar voos com transferência de bagagem directa para destinos europeus, como a Espanha.
A empresa gestora do Aeroporto de Macau assegurou que está a “promover activamente” a expansão do mercado do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, com plano de aumentar a frequência dos voos e o número de destinos nestas áreas, como a ligação a Fukuoka, no Japão.
No que diz respeito às rotas de médio e longo curso, a CAM está a analisar o desenvolvimento de rotas para a Índia e outras opções de voos com escalas.
As informações da empresa indicam que o Aeroporto Internacional de Macau conta actualmente com 29 companhias aéreas que operam 44 rotas.
CARGA DE MACAU PARA A EUROPA
A CAM, por outro lado, abordou também o transporte de mercadorias, sublinhando os resultados das rotas exclusivamente de carga entre Macau e a Europa.
No ano passado, o volume de mercadorias transportadas de Macau para a Europa foi de cerca de 31.700 toneladas, representando cerca de 29,2% do volume total de carga do aeroporto. Entre elas, 8.700 toneladas corresponderam à rota de Madrid, representando 8% do total.
Os dados fornecidos por Frank Wu, director do Departamento de Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM, mostram ainda que o comércio electrónico transfronteiriço é o principal contribuinte para a carga do aeroporto, representando 90% do volume total.
A CAM afirmou que os voos directos de carga da Ethiopian Airlines entre Macau e Espanha já entraram em operação regular. Para as rotas de longo curso no futuro, a CAM irá lançar voos “que se relacionam com a plataforma sino-lusófona”, com vista a uma expansão do mercado para a América do Sul, por exemplo, para países como o Brasil, “que tem uma população numerosa e uma elevada frequência de utilização de serviços de comércio electrónico”, frisou.
O porta-voz da CAM referiu ainda que a situação no Médio Oriente está a afectar os preços dos combustíveis, estando o aumento dos custos a levar a uma redução dos voos de carga. Mas, “por enquanto, o impacto não é significativo”, assegurou.
Quanto à previsão da União Europeia de, no segundo semestre deste ano, cobrar uma taxa fixa de 3 euros e uma taxa de processamento de 2 euros sobre pequenas encomendas com valor inferior a 150 euros, a CAM acredita que tal medida irá a afectar, a curto prazo, as exportações de mercadorias de Macau para a Europa.
https://pontofinal-macau.com/2026/04/26/aeroporto-de-macau-planeia-rota-macau-lisboa-com-escala-em-hangzhou/
abr26
A companhia aérea chinesa Beijing Capital Airlines vai lançar, durante o verão, uma ligação aérea direta entre Pequim e Lisboa, numa operação sazonal com início no final de junho e duração de cerca de três meses.
O voo terá uma frequência semanal. O voo de ida, com o número JD627, partirá na segunda-feira do Aeroporto Internacional de Pequim Daxing às 10h55, chegando a Lisboa às 17h15 (hora local). O voo de regresso, JD628, sairá de Lisboa às 18h55 (hora local), com chegada a Pequim Daxing às 14h do dia seguinte, detalhou a companhia à agência Lusa.
A rota será operada com aeronaves Airbus A330 de fuselagem larga e dois corredores, equipadas com classe executiva e económica.
Atualmente, não existem voos diretos regulares entre Lisboa e Pequim, sendo as ligações normalmente asseguradas com escalas em 'hubs' europeus ou do Médio Oriente.
O anúncio da companhia aérea surge num contexto da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que levou ao cancelamento de vários voos com escala na região.
A Beijing Capital Airlines assegura já uma ligação direta entre Lisboa e a cidade chinesa de Hangzhou, a única rota aérea direta entre Portugal e a China.
Essa ligação tem uma frequência de dois voos semanais, sendo operada de forma regular desde a retoma das ligações aéreas entre os dois países, após o fim da política chinesa de 'zero covid'.
A rota Lisboa -- Hangzhou tem uma duração aproximada de 13 horas.
A expansão das ligações aéreas diretas entre Portugal e China ocorre também num contexto marcado por assimetrias operacionais no setor da aviação.
As companhias aéreas chinesas continuam a beneficiar do acesso ao espaço aéreo russo, ao contrário das transportadoras europeias, que estão impedidas de o utilizar na sequência das sanções impostas a Moscovo após a invasão da Ucrânia.
Essa diferença traduz-se em rotas mais curtas e custos operacionais mais baixos para as companhias chinesas em voos entre a Ásia e a Europa, conferindo-lhes uma vantagem competitiva relevante face às congéneres europeias, que são obrigadas a contornar o espaço aéreo russo, aumentando tempos de voo e consumo de combustível.
https://expresso.pt/economia/transportes/aviacao/2026-04-07-lisboa-e-pequim-ligadas-por-voo-direto-durante-o-verao-82f142a0
dec25
O eventual lançamento de voos entre Lisboa e Macau, foi abordado pelo Secretário de Estado das Infra-estruturas do Governo português em entrevista ao Jornal TRIBUNA DE MACAU. Hugo Espírito Santo diz ser “difícil” que isso se concretize no panorama actual de gestão da TAP. No entanto, a privatização “poderá ajudar a TAP a crescer e avaliar a possibilidade desta rota, caso isso se revele economicamente rentável”. Por outro lado, o Secretário de Estado do Turismo lembrou que a “Beijing Capital Airlines” opera voos entre Lisboa e Hangzhou
https://jtm.com.mo/local/ligacao-aerea-entre-lisboa-macau-sera-dificil-na-actual-gestao-da-tap/
dec25
A eventual abertura de uma nova rota directa aérea Macau-Lisboa depende das considerações comerciais por parte das companhias aéreas, afirmou a Autoridade de Aviação Civil de Macau, em resposta à proposta de um deputado sobre a respectiva ligação aérea. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, reconhece que o lançamento da referida rota ajuda a demonstrar o papel de Macau como plataforma sino-lusófona.
O deputado Ip Sio Kai defendeu a criação de uma ligação aérea directa entre Macau e Lisboa, mas o Governo respondeu com cautela, sublinhando a necessidade de viabilidade comercial da rota para as companhias aéreas.
“Fala-se tanto na plataforma sino-lusófona, mas ainda não existe uma única rota aérea directa para Lisboa”, afirmou o deputado Ip Sio Kai durante um debate sobre as Linhas de Acção Governativa (LAG) para 2026 na área dos Transportes e Obras Públicas. “Esta rota é extremamente importante, porque voar para Lisboa é, na prática, voar para a Europa, além de poder servir como ponto de escala para o Brasil. Se tivéssemos esta ligação, seria muito útil para nós enquanto plataforma sino-lusófona”, sustentou Ip.
Em resposta a Ip Sio Kai na Assembleia Legislativa, o presidente da Autoridade de Aviação Civil, Pun Wa Kin, afirmou que o Governo “atribui grande importância” ao desenvolvimento da aviação, “em particular ao seu papel na promoção da diversificação económica”.
“No entanto, nas operações comerciais, as companhias aéreas consideram frequentemente a procura do mercado, os custos operacionais, os benefícios a longo prazo e a competitividade da rota, antes de decidirem lançar novos voos”, declarou Pun Wa Kin, a quem o titular do Governo para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, tinha entregado a prerrogativa de responder ao deputado.
Quando Ip sugeriu que o Governo poderia subsidiar a rota, Pun Wa Kin respondeu que esse apoio “envolve políticas sectoriais diferentes” e que “o Governo da RAEM precisa de analisar a questão de forma abrangente, sob todos os aspectos”.
Na sessão plenária de ontem, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, ao finalizar a parte de perguntas e respostas com o deputado Ip Sio Kai, admitiu, entretanto, benefício da criação da rota aérea directa entre Macau e Lisboa, o que ajudaria a destacar o papel de Macau como plataforma entre a China e Portugal.
“Vou levar as opiniões pertinentes à reunião de assuntos governamentais para discutir com os departamentos relevantes sobre a eventual implementação deste projecto”, disse.
Ip Sio Kai é, para além de deputado à Assembleia Legislativa de Macau, também vice-diretor da sucursal em Macau do Banco da China. Ip não é o primeiro deputado a propor ao Governo a criação de novas rotas aéreas que conectem a região à Europa. Em 2023, quando foi aprovada na generalidade a lei da Aviação Civil, também o deputado José Pereira Coutinho quis saber quais os planos das autoridades neste sentido.
A TAP efectuou ligações duas vezes por semana entre Lisboa e Macau na década de 1990, no entanto, a ligação seria suspensa em 31 de Outubro de 1998, com a companhia a acumular prejuízos na ordem dos 200 milhões de patacas.
*Com Lusa
https://pontofinal-macau.com/2025/12/01/governo-cauteloso-quanto-a-criacao-de-voo-directo-entre-macau-e-lisboa/
ag25voos Macau-Portugal
jul25
O deputado Ip Sio Kai defende a necessidade de o Governo subsidiar a exploração inicial de um voo directo entre Macau e Lisboa. A posição foi tomada ontem na Assembleia Legislativa, com o deputado a alertar para que a falta de ligações directas para a Europa compromete o papel da RAEM como plataforma entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Na intervenção antes da ordem do dia, Ip apontou os dados oficiais de Outubro do ano passado, indicando que o “Aeroporto Internacional de Macau contava com 40 rotas directas regulares para o Interior da China e outras regiões da Ásia”. Contudo, apontou a ausência de “voos directos de médio e longo curso para a Europa e os países de língua portuguesa”.
O legislador considerou que esta falha “compromete, em certa medida, o papel de ligação de Macau na rede internacional”, e “a contribuição e a influência de Macau, enquanto plataforma entre estes países”.
Ao mesmo tempo, Ip afirmou que a ligação directa entre Macau e Portugal pode funcionar como centro de ligação com os outros países da plataforma: “Julgo que a abertura de voos directos entre Macau e Lisboa é a base de uma plataforma, que serve para ligar, através da companhia aérea portuguesa, o Brasil e os países de língua portuguesa em África, o que contribuirá para promover ainda mais o comércio, o turismo e o fluxo de pessoas entre Macau e os países europeus”, justificou.
Além disso, para Ip a falta de ligações torna as deslocações mais inconvenientes: “Devido à falta de voos directos para Lisboa, os residentes e os visitantes de Macau têm de viajar por Hong Kong, Dubai, Istambul, Xangai, etc., o que representa uma longa viagem de ida, tendo de mudar de aeroporto ou esperar por voos de ligação, o que torna o tráfego aéreo consideravelmente inconveniente e não favorece a promoção da normalização das actividades comerciais e empresariais sino-portuguesas, nem a atracção de mais turistas internacionais para Macau”, justificou.
Abrir os cordões
Apesar da sugestão, Ip Sio Kai reconheceu que “este tipo de rotas de longa distância tem custos operacionais elevados e desafios como o longo período de desenvolvimento da clientela”. Como principais custos apontou o preço do combustível, os salários do pessoal de voo e de manutenção, a manutenção do avião, a despesas de descolagem e aterragem no aeroporto ou as tarifas de utilização da rota.
Dado que os custos e a dificuldade inicial de rentabilidade tendem a afastar os interessados da exploração das ligações directas, o deputado considera que o Executivo pode assumir parte dos custos. “O Governo deve estudar a criação de um subsídio específico para apoiar os elevados custos da exploração inicial das rotas aéreas, por exemplo, as despesas com os direitos de tráfego, as tarifas do aeroporto, bem como os custos do pessoal e do combustível, atribuindo subsídios financeiros faseados”, sugeriu. Esses subsídios podem ser atribuídos através de um montante fixo de acordo com o número de voos ou, mais flexível, através da redução gradual e faseada de um montante inicialmente atribuído consoante o número de anos de exploração das rotas, a fim de ajudar as companhias aéreas a reduzir os riscos iniciais e promover a entrada em funcionamento dessas rotas”, acrescentou.
Ip pediu também que se negoceie com as autoridades de Portugal com vista a tentar reduzir parte dos custos de voar para a Europa, em aspectos como as tarifas cobradas no aeroporto.
https://hojemacau.com.mo/2025/07/15/aviacao-deputado-quer-subsidio-para-voos-entre-macau-e-lisboa/

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