Transportadoras pouco dispostas a lançar novas rotas aéreas
ab26
Devido ao encarecimento dos combustíveis e à instabilidade da cadeia de abastecimento, a disponibilidade de algumas companhias aéreas para explorar novas rotas a curto prazo “diminuiu bastante”, constatou a CAM no fórum “Routes Asia”. Ainda assim, a empresa manteve contactos com várias transportadoras, incluindo sobre o eventual relançamento da rota Macau-Hangzhou-Lisboa, por parte da Beijing Capital Airlines
Durante o fórum “Routes Asia 2026”, realizado em Xi’an, entre 14 e 16 de Abril, representantes do Departamento de Marketing da Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) reuniram-se com diversas companhias aéreas regionais e internacionais, para apresentar os últimos desenvolvimentos do aeroporto local, a “dinâmica do turismo” na RAEM e as “políticas de incentivo relevantes”. Porém, este novo esforço para expandir a rede de rotas aéreas, deverá ‘esbarrar’ nas dificuldades operacionais sentidas pelo sector da aviação comercial no contexto da guerra no Médio Oriente.
Segundo a CAM, ao longo do fórum, que reuniu cerca de 120 companhias aéreas, mais de 200 aeroportos, líderes da aviação, executivos de planeamento de rotas, organizações de turismo e especialistas, várias transportadoras sublinharam que os “preços persistentemente elevados dos combustíveis e a instabilidade da cadeia de abastecimento aumentaram significativamente as pressões operacionais”. Observando que “se tornou extremamente difícil” manter os destinos existentes e as frequências das ligações, algumas lamentaram ter sido “forçadas a cancelar determinados voos” e admitiram que “a sua disponibilidade para lançar novas rotas a curto prazo diminuiu bastante”, refere o comunicado da empresa gestora do aeroporto de Macau.
“O estabelecimento de novos destinos requer estudos de viabilidade abrangentes que cubram os mercados de origem dos passageiros, os custos dos combustíveis e as políticas de subsídios. As companhias aéreas manifestaram um forte desejo de receber o apoio adequado de diversas entidades operadoras, o que poderá aliviar eficazmente as pressões operacionais iniciais de novas rotas e aumentar a sua vontade de explorar novos mercados”, adiantou ainda a CAM.
Ainda assim, a empresa estabeleceu contactos com transportadoras de destinos turísticos “emergentes e populares”, como Urumqi e Kashgar, em Xinjiang, Dali, em Yunnan, e Kuching, na Malásia, explorando a viabilidade do lançamento de voos directos. Os representantes da CAM instaram ainda as companhias aéreas a fazer pleno uso dos direitos da Quinta Liberdade, estendendo as rotas via Macau para a América do Norte, Europa e outras regiões.
Além disso, discutiram com a Turkish Airlines e companhias aéreas indonésias a viabilidade de voos directos para a RAEM, e abordaram com a Beijing Capital Airlines o eventual relançamento da rota Macau-Hangzhou-Lisboa, visando “o reforço da cooperação no mercado sino-português”.
Em Xi’an, Eric Fong, director do Departamento de Marketing da CAM, participou ainda num painel sobre o tema “Em foco na China: Companhias Aéreas, Aeroportos e Políticas”, tendo partilhado as vantagens e tendências na exploração de rotas aéreas na China e o posicionamento estratégico de Macau como centro turístico internacional. “Este fórum não só proporcionou uma excelente plataforma para o Aeroporto Internacional de Macau construir redes de negócios, como também reforçou os laços com as companhias aéreas e promoveu a cooperação, apoiando os esforços futuros do aeroporto para desenvolver mais rotas”, destacou a CAM, que também esteve representada no evento por Fiona Fong, directora adjunta do Departamento de Marketing.
https://jtm.com.mo/local/transportadoras-pouco-dispostas-lancar-novas-rotas-aereas/
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