Sector do turismo quer alargar rede aérea para enfrentar a falta de rotas directas e de longo curso
may26
A falta de rotas aéreas directas e de longo curso é considerado o maior obstáculo no desenvolvimento do turismo de Macau. Andy Wu, presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, defende a maior cooperação entre as companhias aéreas, tanto do interior da China como do exterior, para trazer visitantes internacionais a Macau.
Andy Wu, presidente da Associação de Indústria Turística, considera necessário que as companhias aéreas, que operam em Macau, reforcem a cooperação com as suas empresas-mãe, bem como com as companhias aéreas nacionais e internacionais, para expandir a rede aérea e o mercado turístico do território.
O representante do sector do turismo argumentou que a colaboração das operadoras aéreas pode colmatar as deficiências da rede de Macau. “É preciso ultrapassar os obstáculos ao desenvolvimento [da indústria], dado que a insuficiência de rotas aéreas diretas constitui o maior desafio actual, sendo a falta de rotas de longo curso a principal lacuna”, entende.
Em declarações ao Jornal Ou Mun, Andy Wu propôs que as companhias de transporte aéreo que exploram rotas de Macau aproveitem a rede da China continental, de forma a lançarem mais rotas de longo curso com escala no interior da China, permitindo que os turistas estendam as suas viagens a Macau através do modelo de “uma viagem, várias paragens”, indica o responsável.
Andy Wu deu o exemplo de atrair visitantes da Rússia, referindo que as províncias do nordeste da China continental são próximas da Rússia e podem assim atrair turistas de longa distância de mercados emergentes a fazer escala em Macau. A abordagem poderá “apoiar o crescimento do turismo internacional através de uma rede de rotas diversificada”, disse.
Recorde-se que o terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau (2026-2030) está agora em consulta pública, documento que, entre diversos aspectos, propõe a melhoria da qualidade do desenvolvimento do sector do turismo, a angariação de turistas internacionais e a dinamização da economia comunitária.
Em relação à direcção e aos objectivos de desenvolvimento turístico apresentados no plano, Andy Wu considera que são “pragmáticos e exequíveis”.
Salientou ainda que o sector está “confiante” na meta de um crescimento anual estável de cerca de 5% no número de visitantes internacionais em Macau entre 2026 e 2030. Wu justificou que o ritmo de recuperação do turismo internacional tem sido “ideal” devido ao trabalho de promoção no exterior por parte do Governo, bem como às políticas de isenção ou simplificação de vistos implementadas pelas autoridades chinesas.
O Executivo de Macau prevê que este ano a chegada de visitantes internacionais deverá voltar ao nível de três milhões de pessoas registado em 2019. No ano passado, o número de visitantes internacionais em Macau ultrapassou os 2,755 milhões, recuperando cerca de 90% dos níveis pré-pandémicos.
Segundo a análise de Andy Wu, a recuperação em alguns mercados tradicionais, como o japonês e o sul-coreano, “tem sido mais lenta” devido ao impacto do contexto económico internacional. No entanto, “os mercados das Filipinas, do Sudeste Asiático e da Rússia apresentam uma tendência de crescimento animadora”, apontou.
https://pontofinal-macau.com/2026/05/21/sector-do-turismo-quer-alargar-rede-aerea-para-enfrentar-a-falta-de-rotas-directas-e-de-longo-curso/
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